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A Associação Brasileira de Movimentação e Logística acaba de anunciar os vencedores da sétima edição do Prêmio ABML de Logística, considerado o mais importante do segmento.
Os vencedores e as respectivas categorias são: Sistema de Movimentação e Armazenagem - Site Submarino; Sistema de Embalagem - Duratex; Tecnologia da Informação Aplicada à Logística - TNT Logistics; Terceirização em Logística - Dow Brasil; Projetos Colaborativos - 3 M do Brasil; Projetos Especiais - APPA - Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina e Categoria Estudante - Leonardo de Macedo Martins dos Santos, Instituto Militar de Engenharia do Rio de Janeiro.
Segundo Pedro Francisco Moreira, presidente do Conselho de Administração da ABML e coordenador do prêmio, a sétima edição refletiu o cenário atual da logística brasileira: "Nunca os profissionais do segmento estiveram tão valorizados, e, mais do que isso, jamais tiveram a importância que hoje recai sobre os seus ombros. A qualidade dos cases e a maturidade com que foram expostos mostram bem esse momento".
"Os casos inscritos neste ano além da abordarem os aspectos operacionais, demonstram impressionante preocupação com os questões táticas e estratégicas da cadeia de suprimento", comenta Pedro Moreira.
"O Prêmio ABML não é patrocinado e não aceita patrocínios. Compete à banca de docentes especializados de várias universidades de renome a análise e julgamento. A premiação é isenta de qualquer possibilidade de favorecimento. Ganham os melhores, os cases que se destacaram pela qualidade técnica, pelos resultados e pela visão estratégica da logística", garante o coordenador da premiação.
O objetivo do premio é incentivar o desenvolvimento de projetos e soluções nas diversas áreas da Logística e Cadeia de Suprimento. A banca julgadora, desde a primeira edição, é composta pelos professores universitários: Ofélia Lanna Torres, Fundação Getúlio Vargas de São Paulo; Hugo Yoshizaki,
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; e Reinaldo Morabito, Universidade Federal de São Carlos.
Já ganharam o prêmio: Sodexho, Coca-Cola, VW-Audi, Correios, Fort Dodge, Ecuality, Procter & Gamble, Parmalat, Gimba, Behr Brasil, Ministério da Educação, Lafarge, Frame, Philip Morris, Lojas Renner, Elektro, CSN, Casas Bahia, International Engines, Agfa Gevaert, Grupo Netuno, Petrobrás, Ernesto Saboya de Figueiredo Neto (Categoria Estudante), TV Globo, TNT Logistics, Ipiranga Petroquímica, Companhia Vale do Rio Doce, Pepsico do Brasil, Pão de Açúcar, P&G, Gillette, Accenture, CHEP, e Rodolfo Crystello Davariz (Categoria Estudante).
OS VENCEDORES DA SÉTIMA EDIÇÃO
Sistema de Movimentação e Armazenagem - Submarino
O grande crescimento do comércio eletrônico no Brasil e no mundo faz com que as perspectivas da Submarino sejam dobrar suas vendas entre 2005 e 2007 ao mesmo tempo em que projeta ampliação no número de SKU´s, atualmente na ordem de 700 mil produtos diferentes. Além disto, os pedidos são muito fracionados, na grande maioria de apenas 1 item por cliente,os quais precisam ser atendidos com muita rapidez. A Submarino decidiu então pela automatização do CD desde o processo de separação de pedidos até a expedição em substituição a operação manual. Na solução implantada em conjunto com a Móstoles, os pedidos passaram a ser separados por ondas ( batch) de forma consolidada, ou seja, por referência onde diversos operadores realizam simultaneamente vários batch pickings introduzindo todos os itens selecionados em sistemas transportadores até o classificador de bandejas que é responsável pela consolidação dos pedidos fracionados. Ademais a solução conta com esteiras, leitura de código de barras e é gerenciada por um software proprietário denominado DSS1 que faz interface com WMS da Submarino. O investimento foi na ordem de EUR1.6M (Ex-work Amsterdam) e justificado com o alto rendimento e produtividade da operação associado ao menor custo por pedido processado.
Empresa fornecedora: Mostoles do Brasil - Grupo Linx
Sistema de Embalagem - Duratex
A Duratex, que atua no segmento de metais sanitários, precisa efetuar o manuseio de suas peças em embalagens apropriadas para garantir que as mesmas não sofram avarias no processo de manufatura. A maioria das peças produzidas recebe acabamentos especiais, sendo cromadas ou pintadas e tornando-se muitos susceptíveis a riscos. O sistema de embalagem anteriormente utilizado era composto de bandejas de polipropileno corrugado com revestimento de TNT (Tecido-Não-Tecido) e não garantia adequada proteção aos metais sanitários, além de apresentar baixa durabilidade. A solução desenvolvida em conjunto com a Maximus, contemplou a substituição do sistema anterior por bandejas PB (polymer blend). Novidade no Brasil, o PB é uma blenda de polietileno expandido e outros polímeros, conferindo ao produto a capacidade de acolchoamento e maciez , porém com resistência suficiente para o desenvolvimento de embalagem para manuseio constante. O novo sistema de embalagem resultou em redução de custos na ordem de 20%, a durabilidade da embalagem aumentou de 3 meses para um ano, redução drástica de retrabalho no banho de peças, aumento da resistência da embalagem a temperaturas elevadas além de ser um material 100% reciclável.
Empresa fornecedora: Maximu´s Embalagens Especiais
Tecnologia da Informação Aplicada à Logística - TNT Logistics
Com clientes espalhados em todo o território nacional, que contratam a TNT Logistics para a realização de transportes sob as mais diversas especialidades, associado a ausência de tecnologia e a existência de controles paralelos de difícil correlação para a gestão de suas atividades, tornou-se eminente a necessidade de adoção de uma ferramenta flexível quando a utilização, porém rígida em termos de processos, procedimentos e que garantisse a integridade das informações. O sistema ORION desenvolvido pela própria TNT consiste na utilização de um aplicativo no conceito completo de um ERP (Enterprise Resource Planning) porém específicos para as atividades de transporte da empresa na América do Sul. A solução abrange desde a seleção das fontes de fornecimentos (transportadoras, compras de serviços) passando pelo planejamento e gerenciamento da execução dos serviços, faturamento, contas à pagar, fiscal e contabilidade. Esta ferramenta também é capaz de administrar todo o ciclo de informações operacionais e comerciais. O desenvolvimento desta solução demandou investimento na ordem de R$2.5M, gerando garantia de faturamento e pagamento corretos em 100% das operações, controles operacionais minuciosos, sistema via Web que facilita acesso e mobilidade do processo, geração automática de KPI´s operacionais, entre outros benefícios.
Terceirização em Logística - Dow Brasil
A Dow Brasil, multinacional do segmento químico com diversas unidades de produção, optou pela decisão de trocar de fornecedor de serviços logísticos para suportar demandas maiores, otimizar o seu processo na cadeia de importação decorrente do aumento das atividades estabelecidas pela estratégia de Marketing e do correspondente nível de serviço exigido. A Mesquita, foi então selecionada, como novo operador logístico e responsável pela terceirização das atividades de armazenagem e distribuição de produtos nacionais, importados e para a exportação. A operação dedicada demandou investimentos em adequação de armazém, aquisição de equipamentos de TI, estruturas de armazenagem, itens de segurança, qualificação e treinamento de pessoal, ferramenta de rastreamento de pedidos integrada na Web que garante o acompanhamento do status das etapas do processo em tempo real, etc. Com 6 meses de operação em curso, a divisão de Customer Service da Dow Brasil realizou pesquisa para verificar a aceitação interna do novo operador logístico sendo que 83% dos entrevistados não apenas assimilaram a mudança como apontaram melhorias significativas no processo. Entre outros resultados alcançados, destaca-se a redução de 80% no volume de "Demurrage" (tempo de espera dos navios).
Empresa fornecedora: Mesquita Transporte e Serviços
Projetos Colaborativos - 3 M do Brasil
A 3M vivia uma realidade crônica em sua distribuição paletizada e na administração de paletes próprios, que induzia a compras mensais para reposição destes ativos que ficavam retidos nos clientes por longo tempo, e quando eram devolvidos passavam por rigorosa inspeção onde uma grande parcela de paletes necessitava de reparos para voltar ao fluxo em condições de uso. Por meio de estudos embasados na metodologia 6 sigma, a 3M resolveu dar início à terceirização para as operações internas e distribuição paletizada aos clientes atacadistas e supermercados. A CHEP, líder mundial em soluções para pooling de paletes e contentores foi a empresa parceira selecionada para colaborar no processo de mudança daquela realidade. Hoje, a operação está rendendo inúmeros benefícios para a cadeia de suprimento da 3M: o parque interno conta com 15.000 paletes CHEP padronizados, redução de custos na ordem de 75% quando comparado a solução anterior, diminuição de 95% das avarias de paletes e melhoria da satisfação dos funcionários 3M pois, entre outras vantagens, o palete CHEP é em média 5 quilos mais leve que os usados pelo mercado, causando um beneficio ergonômico nas linhas de produção.
Empresa fornecedora: CHEP Brasil.
Projetos Especiais - APPA - Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina
As filas nos portos brasileiros são o resultado de gargalos logísticos que influenciam na economia dos terminais. Com o objetivo de acabar com este problema histórico no Porto de Paranaguá, onde as filas na BR-277 (rodovia que leva ao porto paranaense) ficaram famosas, principalmente nos períodos de escoamento da safra agrícola, a equipe do Departamento de Operações Portuárias com o apoio do Departamento de Informática da APPA, planejou e implantou um Programa de Melhorias Logísticas que não só acabaram com o problema como também se tornaram referência nacional. Com investimentos na ordem de R$32.0M, o programa contemplou a pavimentação das vias de acesso ao porto, novas balanças no corredor de exportação e na área primária, melhoria das condições de segurança, silo público funcionando somente com cargas nomeadas, construção de novo silo público de 108 mil toneladas, integração dos vários sistemas de informática existentes através do sistema Carga On Line, possibilitando maior controle operacional e rastreamento de gargalos logísticos. Dentre os benefícios obtidos, destacam-se o aumento de 50% na capacidade de fluxo de caminhões, fim do Demurrage (tempo de espera dos navios), aumento em mais de 100% na movimentação de soja através do silo público, redução dos custos no Porto de Paranaguá entre outros ganhos.
Categoria Estudante - Leonardo de Macedo Martins dos Santos
O trabalho desenvolvido teve como objetivo demonstrar o potencial do RFID (Radio Frequency Identification) por meio da confecção de um protótipo de sistema para controle de estoque de itens de alto valor agregado e sua aplicação ao monitoramento de um item específico, dotado de etiqueta inteligente, no caso o pára-quedas, um dos componentes mais importantes para as Forças Armadas e tropa aeroterrestre. O protótipo em desenvolvimento, realiza a interface entre um conjunto leitor/antena e um banco de dados referente ao estoque, entre outras funcionalidades. A aplicação do protótipo está sendo realizada na Brigada Pára-Quedista que se divide em diversas seções, especializadas nas atividades de distribuição, verificação e manutenção dos pára-quedas. Os primeiros testes apontam melhorias substanciais no tempo de realização de diversas tarefas. Como exemplo, pode-se citar o caso de distribuição de pára-quedas para todos os saltadores de um avião do tipo C-130 Hercules (grande porte) onde o tempo médio da distribuição, para cerca de 90 saltadores, tem sido de 35 minutos. Projeta-se que a introdução do sistema com RFID diminuirá este tempo para menos de 10 minutos, ou seja, uma redução de 70%. O presente trabalho atingiu seu objetivo ao apresentar uma solução de economia de tempo e esforço nas tarefas de controle operacional, baseada no potencial do RFID.
Entidade fornecedora : Insti tuto Militar de Engenharia do Rio de Janeiro
Orientadores e Colaboradores: Prof. Luiz Antônio Silveira Lopes, D. Sc. - Coordenador da Pós-Graduação em Engenharia de Transportes do IME; Prof. Altair dos Santos Ferreira Filho, D. Sc. - Chefe da Seção de Engenharia de Fortificação e Construção do IME. |
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