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História Vivida

A empresa que cresceu com o País

Nascido em 2 de julho de 1927 na Itália, e no Brasil desde 1952, Vital Raiola pode ser reconhecido como pioneiro no desenvolvimento e comercialização de diversos produtos sintéticos no País, sob a bandeira da empresa que comanda – a Marfinite Produtos Sintéticos.
Em entrevista ao ABML Notícias, Raiola conta um pouco sobre a sua história e a da empresa:

Como foi o início da sua carreira?

Alguém costuma dizer que o homem planeja e Deus dá risadas, pois Ele faz o que bem entende. Isso se aplica muito bem à minha vida. Cresci numa pequena fazenda e a atividade agrícola sempre foi meu rumo. Aos 18 anos era perito agrônomo pelo Instituto Stanga de Cremona. Aos 22, na faculdade de Ciências Agrárias da “Universitas Mediolanensis” defendi tese em zootécnica e desde então, sou doutor em Ciências Agrárias. Após um estágio de cerca de um ano numa grande fazenda na França, embarquei num velho navio pintado de preto rumo ao Brasil.


O parque industrial da Marfinite: 230 mil m2 e área construída de 30 mil m2

O que o trouxe ao Brasil?

O que me trouxe não foi o carnaval. Foi terra. No Brasil tinha muita terra e eu queria um pedacinho. Comecei fazendo levantamento topográfico e estudos de irrigação; primeiro no Estado do Rio de Janeiro e depois em Cravinhos, perto de Ribeirão Preto. O “negócio” rumo ao meu pedacinho de terra ia otimamente bem, pois tinha 25 anos e no Brasil encontrava tudo o que eu gostava: calor. Calor físico para me “vingar” do gelo enfrentado numa bicicleta para ir à escola no inverno e o calor humano que os brasileiros sabem dispensar “aos montes”.

E a Marfinite, como começou?

Acabei me associando (com o dinheirinho dos levantamentos) a um conhecido, com o qual tinha vindo da Europa, para fazer pequenos bilhares. Faltavam as bolas: eram importadas, custavam uma fábula e todos os dias ladrões eram presos por furto de bolas de bilhar. Deu muito trabalho fazer bolas, mas chegamos lá e a “coisa” andou. Depois das bolas para bilhar vieram as bochas, os boliches, cadeiras plásticas e, a pedido de um engenheiro alemão da Volkswagen, os contêineres. A Marfinite tem seu próprio nome derivado das bolas de marfim. De lá para cá passaram-se 50 anos. Os fundadores envelheceram, mas a Marfinite não.

Como era o mercado na época?

Era muito limitado e convencer quem usava caixas de madeira a migrar para o plástico foi difícil, mas as coisas foram mudando e a Marfinite evoluiu com o País.

Quando a Marfinite conquistou a visibilidade e o respeito que tem hoje?

Na década de 80, veio a popularização da Marfinite com uma campanha publicitária de televisão, protagonizada por Paulo Autran, que mostrava a linha de móveis da empresa para áreas externas. A Marfinite tem seu nome inscrito na história industrial do Brasil, como uma empresa “visionária”, por inventar o uso de uma matéria-prima que permitia a preservação das presas de elefantes e também por sua ousadia em colocar esta mesma matéria-prima como material base na fabricação de bolas de bilhar. Desde dezembro de 2002 contamos com a Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9002 para a fabricação de embalagens industriais reutilizáveis em resina plástica e acessórios.

 

Vital Raiola,
presidente da Marfinite

Qual a estrutura da empresa?

Em 1978 a Marfinite iniciou a construção de seu parque industrial em Itaquaquecetuba (SP). A sede tem 230 mil metros quadrados e área construída de 30 mil metros quadrados. São 65 máquinas de injeção e entre elas contamos com equipamentos capazes de produzir monoblocos de até 30 kg de plástico injetável por vez. Tem capacidade instalada para produzir 12 mil toneladas/ano. A empresa emprega cerca de 500 pessoas, o que indiretamente gera mais de 2.000 postos de trabalho. Pontos de venda são 250 espalhados pelo Brasil e os produtos Marfinite hoje incluem cerca de 500 itens dentro de suas linhas, como utensílios domésticos, móveis para piscina, jardim, praia e campo; produtos para indústria, comércio e residências, caixas d’água para construção civil, embalagens para a indústria alimentícia, caixas para armazenagem e transporte de produtos, lixeiras para coleta seletiva, contêineres e paletes.

Para finalizar, como o senhor avalia a logística brasileira hoje?

Não faz muito tempo que a logística recebe a importância que merece, mas o importante é começar. Há muito o que se fazer no setor.
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