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Veja as soluções que fizeram a diferença
no VI Prêmio ABML de Logística

  
Categoria Projetos Colaborativos 

A partir da esquerda: Moacir Bernardino - Gillette do Brasil; Mitsuru Sakaguchi, Luis Ricardo Marques e Mario Duarte Machado - Pão de Açúcar; Pedro Moreira – CHEP; Tarciso Fernandes - Procter & Gamble e Hugo Yoshizaki - Universidade de São Paulo

Pão de Açúcar, Procter & Gamble, Gillette, Accenture e CHEP


Em 2002, a Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar), propôs a criação de um grupo de trabalho com a participação de Procter & Gamble, Gillette, Accenture e CHEP para estudar a viabilidade de aplicação da tecnologia de radiofreqüência - RFID/EPC no mercado brasileiro, desvendando as oportunidades mais relevantes, os desafios para a sua implantação na cadeia de suprimento brasileira, os custos e benefícios, além de traçar um mapa de aplicação dessa tecnologia. O estudo também incluiu a realização de um piloto no final de 2004, que compreendeu a circulação de 1.000 paletes CHEP com etiquetas inteligentes, utilizados na movimentação de produtos da P&G e Gillette para o centro de distribuição da CBD. Uma vez vazios, os paletes inteligentes retornavam para a CHEP. Todas as informações compartilhadas entre os parceiros foram sincronizadas numa base de dados comum. Como base neste estudo e em outras experiências internacionais, foi possível estimar melhorias potenciais advindas da implantação dessa tecnologia ao longo da cadeia de suprimento, como redução nos níveis de estoque e de ruptura na ordem de 10%, aumento de 3% a 12% na produtividade da força de trabalho, entre outros. O compartilhamento das informações e conhecimento bem como o sentido comum de colaboração entre os participantes, foram fundamentais para o sucesso deste caso.


Categoria Tecnologia da Informação



Ricardo Melchiori, Dennis Andrade e Paulo Franceschini

TNT Logistics Ltda

Um dos grandes problemas encontrados pela TNT em suas operações logísticas era o atendimento descentralizado de clientes pelas várias unidades do grupo. Isto gerava inconsistências entre as filiais no tocante à gestão desse atendimento, aos padrões dos processos e respectivos controles. O Projeto STI (Serviços de Informação de Transporte) desenvolvido pela empresa consistiu na estruturação de uma área centralizada para o gerenciamento de todas as informações das operações de transporte realizadas ou não pela TNT na América do Sul. Hoje, esta área é capaz de rastrear todo o ciclo da informação desde a saída da carga em suas origens, realizar o monitoramento via satélite, acompanhar as entregas nos destinos e administrar os comprovantes de entrega das cargas. Toda esta estrutura está sendo suportada por um software de Customer Relationship Management – CRM, integrado aos sistemas corporativos da empresa, unificando assim todas as informações em uma base única. Além disso, a solução agilizou sobremaneira tanto o processo de resposta às solicitações dos clientes como a resolução das ocorrências. O projeto STI demandou investimentos na ordem de R$ 1.1 milhão.


Categoria Terceirização em Logística

Monique Rubin, da Vale do Rio Doce, ladeada por Fábio Rios e Henrique Machado, da Ipiranga Petroquímica


Ipiranga Petroquímica e Cia Vale do Rio Doce


A Ipiranga Petroquímica é a maior produtora de polietileno de alta densidade da América Latina. Visando focar seus esforços na sua atividade-fim e entendendo a necessidade de reduzir seus custos logísticos para manter a competitividade em um mercado de commodities, optou por gerir sua operação logística através do modelo 4PL – um aprimoramento da terceirização de sua logística. Desde outubro de 2004, a gestão da logística que vai do ensaque do produto até a sua entrega ao cliente final é realizada pela Cia Vale do Rio Doce. Esse caso de sucesso contou com a aplicação de diversas técnicas de gestão, modelos de contratação de terceiros, além da implantação de vários sistemas de controle da operação incluindo a movimentação, a armazenagem e o transporte. Por exemplo, com a centralização dos depósitos, foi possível melhorar a produtividade na expedição e padronizar o nível de serviço que antes era prestado por diversos provedores. Outra boa prática: o modelo de remuneração na transferência das plantas para os depósitos incentiva a produtividade e compartilha os riscos gerados pela flutuação da demanda. Em termos de redução de custos, o projeto possibilitou a redução de 4% nos custos logísticos que eram da ordem de R$ 90 milhões em 2004. Ou seja, uma economia anual de R$ 3.6 milhões.

Empresa fornecedora:  Companhia Vale do Rio Doce

 

Categoria Movimentação e Armazenagem

Pedro Gasparelo e Márcia Moreira, da TV Globo

TV Globo – Globo Comunicação e Participações S/A



Para atender a demanda de figurinos nas produções da TV Globo, é disponibilizado um almoxarifado que gerencia e controla a entrada e saída dessas peças para cada gravação. Um dos grandes problemas para a gestão do almoxarifado desta natureza era a lentidão na identificação dos figurinos e peças de vestimenta, apesar de estar sendo utilizado sistema de leitura ótica e código de barras. Buscou-se então uma tecnologia mais avançada para a identificação desses materiais, que permitisse a coleta de dados de forma mais rápida e eficiente. A solução encontrada pela TV Globo foi implantar o sistema de identificação por radiofreqüência (RFID – Radio Frequency Identification), considerado pelos especialistas um dos maiores avanços tecnológicos para aplicação na logística e cadeia de suprimento. Com o novo sistema, os processos se tornaram mais eficientes e confiáveis. Para se ter uma idéia, as identificações dos figurinos ficaram até oito vezes mais rápidas em relação ao sistema anterior de código de barras. Este projeto inovador tornou a TV Globo uma das pioneiras mundiais a utilizar com sucesso a tecnologia de RFID em suas operação de movimentação, armazenagem e gestão de figurinos e peças de vestimenta.




Categoria Projetos Especiais

Os ganhadores da Pepsico: Mario Morhy, Maquir Santos, Vanderlei Roversi, Sandro Maestrelli, Marcelo Tramarin, Marcelo Caraça e Emilio Alonso 

Pepsico do Brasil

Nenhuma outra operação Pepsico Inc. no mundo encontra tamanha complexidade para distribuir os produtos ELMA CHIPS como a observada na subsidiária brasileira, onde a extensa área territorial associada a demanda desbalanceada entre as regiões do País gera distancias médias de 700 km entre os quatros Centros de Distribuição principais da empresa e os oitenta e seis Centro de Distribuição de Vendas (CDV´s) espalhados pelo Brasil. Tal complexidade é ainda agravada pela alta concentração de venda nas semanas de fechamento. Para vencer tamanho desafio, a PEPSICO do Brasil implantou o sistema de Reposição Contínua de Inventário (RCI), que se baseou na migração do método de abastecimento PUSH (empurrar) para o método PULL (puxar), baseado em ferramentas de gerenciamento de níveis de inventário por produto nos CDV´s. O novo sistema gerou uma forte mudança cultural interna. A mecânica de atendimento de pedido com periodicidade semanal foi então, substituída pelo processo de reposição contínua de inventários, que além de reduzir drasticamente o índice de falta de produtos em estoque, aumentou significativamente a disponibilidade de produtos ELMA CHIPS nos pontos de venda. Para se ter uma idéia dos benefícios advindos deste novo sistema, as economias geradas pela eliminação de perda de vendas por falta de produtos estão na ordem de R$ 6 milhões por mês. Marcelo Tramarin – 4011-9093.


Categoria Estudante de Logística


Rodolfo Crystello Davariz e Luiz Antônio Silveira Lopes

O projeto de rede logística é um dos principais problemas de planejamento logístico. Com a globalização da economia, aumentou a necessidade das empresas revisarem seus sistemas logísticos com maior freqüência, uma vez que os mercados se expandiram e a competição se acirrou, exigindo maior controle sobre os custos e melhores níveis de serviço. O trabalho desenvolvido por Rodolfo Crystello Davariz apresentou um revisão sobre o projeto de rede logística, ou seja, sobre a configuração de cadeias de suprimento, envolvendo decisões como: localização de fábrica e/ou centros de distribuição e alocação de fluxos de materiais a essas instalações, considerando diferentes alternativas de transporte. O estudo considerou ainda uma caracterização  das cadeias de suprimento, uma revisão bibliográfica dos modelos existentes, um detalhamento do processo de análise e um estudo de caso voltado para a cadeia de suprimento de biodiesel, que serviu para demonstrar a aplicabilidade de um modelo de programação matemática na solução de um problema real. Em termos práticos, este trabalho é de extrema utilidade e serve para auxiliar um analista quanto as etapas a serem realizadas no desenvolvimento de um projeto de rede logística. O principal benefício é o maior alinhamento entre os objetivos estratégicos do projeto e seus resultados.

Orientador: Prof. Dr. Luiz Antônio Silveira Lopes, D. Sc.


 

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