Os
ganhadores do IV Prêmio ABML de Logística
A quarta edição do Prêmio ABML de Logística,
o “Oscar da Logística Brasileira” (como é conhecido
no mercado), ocorreu na cerimônia de encerramento
do V Congresso, em 16 de outubro, registrando
maior consistência ainda neste ano, conforme ressaltou
Pedro Moreira, ao anunciar os ganhadores.
“O número de cases inscritos aumenta de edição
para edição e os segmentos representados diversificam-se
anualmente. Nós da ABML estamos muito satisfeitos
porque o prêmio virou referência nacional”, disse
o presidente. A seguir, os ganhadores das 5 categorias:
1 Frame Madeiras
Especiais ganhou o troféu na categoria Sistemas
de Movimentação e Armazenagem, tendo Águia
Sistemas de Armazenagem e Scheffer Automação e
Logística como fornecedoras.
A Frame investiu em um Centro de Distribuição
para madeira serrada seca, selecionada e paletizada,
integrado às diversas etapas da cadeia produtiva
e que funciona como estoque regulador.
O novo CD é comandado por um Sistema de Gerenciamento
de Armazém conectado ao ERP corporativo que proporciona
plena visibilidade dos fluxos de madeira.
A solução gera benefícios como Incremento Médio
Anual da floresta 75% superior à colheita sistêmica/convencional,
redução de até 50% do desperdício no desdobro
da madeira e, principalmente, a possibilidade
de selecionar a madeira em função da necessidade
vinculada à disponibilidade do estoque e da floresta.
“A Frame é um armazém totalmente automatizado
e totalmente brasileiro. Mostramos que no Brasil
temos soluções muito criativas e extremamente
inteligentes, que é possível competir de igual
para igual em qualquer lugar do mundo”, enfatizou
Robson Ribeiro, da Águia, que representou a Frame
na cerimônia.
2 Em Sistemas
de Embalagem e Unitização de Cargas, Phillip Morris
do Brasil venceu com um sistema para reutilização
das caixas de papelão ondulado da fábrica, usadas
para a o fornecimento de cigarros. Esse sistema
transforma essas caixas de fábrica em caixas menores
e adequadas ao embalamento de pedidos com 10 e
25 pacotes.
A solução premiada também está aliada a um programa
para estimular a devolução das caixas utilizadas
pelo varejo. Entre os resultados obtidos, destacam-se
pay back de 4 meses, redução anual de despesas
na ordem de R$150 mil e drástica redução do descarte
de papelão ondulado.
O gerente nacional de logística da Phillip Morris,
Sérgio Alacoque, dedicou o prêmio à toda equipe
que desenvolveu o projeto. “Esse trabalho na verdade
é do meu time, que é muito criativo e dedicado,
que está nos ajudando realmente a ter práticas
excelentes”, declara.
3 A Elektro Eletricidade
e Serviços S.A. foi a vencedora da categoria
Terceirização em Logística, com prestação
de serviços da Armazéns Gerais Columbia. Entre
outros fatores, a necessidade de melhorar o nível
de serviço aos clientes internos e externos fez
com que a Columbia desenvolvesse um projeto de
renovação do Sistema Logístico da Elektro que
inclui a centralização dos estoques, a terceirização
de várias atividades junto ao operador logístico
e a introdução de conceitos avançados de gestão
logística. A medida proporcionou redução de 34%
do capital investido em estoques, nível de serviço
equivalente a 96%, redução da ordem de 36% nos
custos logísticos, otimização das operações de
transporte, melhor acuracidade do processo bem
como condições para execução de 100% dos serviços
e projetos dentro dos prazos e condições pré-estabelecidas.
“É com muito orgulho que a Elektro recebe este
prêmio, acho que isso vem mostrar a qualidade
da equipe que temos, uma equipe que vem inovando,
sempre buscando as melhores práticas. Para a Elektro,
o prêmio representa que ela está no caminho certo
e sempre avançando”, diz Celso Arras Minchello,
diretor de Recursos Humanos em Infra-estrutura
da empresa.
A Elektro é uma distribuidora de energia no interior
de São Paulo, atende a 223 municípios no Estado
de SP e a cinco outros do Mato Grosso do Sul.
“É uma área totalmente dispersa, são 120 mil km
quadrados, o que mostra o grande desafio que é
a logística para a empresa”, afirma Celso.
4 Em Projetos
Colaborativos, Lojas Renner junto com a Mostoles
do Brasil, que fornece equipamentos de movimentação
e armazenagem, promoveu um projeto para aumentar
a velocidade do varejo, obter maior capacidade
de resposta e renovar permanentemente os estoques
nas lojas, que ganhou o prêmio nesta categoria.
A solução conta com instalação de transportador
aéreo no CD, instalação de telescópicos nas docas,
monitoração dos trilhos, entre outras ações, que
geraram redução da mão de obra em 30%, redução
do tempo de processamento das peças em 50%, redução
em 20% no índice de quebra, aumento da capacidade
e produtividade nas etapas de processamento, redução
de estoques.
“O projeto é justamente a idéia de desenvolver
um trabalho a ‘quatro mãos’ colaborando com os
nossos clientes, ou seja, não só como fornecedor
de equipamentos, mas nos posicionando como uma
empresa que traz tecnologia, que traz conhecimento
e que pode agregar mais do que equipamentos, agregar
as melhores práticas do mercado para o nosso cliente”,
considera Daniel Mayo, da Mostoles do Brasil.
5 Já em Projetos
Especiais, a América Latina Logística
desenvolveu para a Companhia Siderúrgica Nacional
uma operação just in time que levou o prêmio.
A operação envolve a transferência de bobinas
de aço de Volta Redonda a Porto Alegre pelo modal
ferroviário, passando por três concessões: MRS,
Ferroban e ALL; armazenagem em CD Avançado em
Porto Alegre e distribuição física a clientes,
via modal rodoviário, incluindo frota dedicada
de 15 veículos.
Todo modelo está suportado por ferramentas que
permitem o monitoramento on line da carga. Além
da sensível melhoria no nível de serviço, esta
solução proporcionou redução de estoques e áreas
de armazenagem, redução de cycle time, abastecimento
do cliente no prazo máximo de 24 horas à partir
do pedido e redução de 15% nos custos logísticos.
“É uma grande honra para a ALL estar recebendo
este prêmio. Todo esse projeto foi desenvolvido
a quatro mãos e temos que ressaltar a multimodalidade
e todos os ganhos que isso vem gerando para a
CSN, que antes era impensável através do modal
ferroviário”, comemora Bruno Lino, gerente nacional
de Negócios Intermodais da ALL. “Ficamos motivados
com isso. O prêmio mostra a gratificação, que
o trabalho não é em vão. Isso enobrece todo mundo
envolvido no processo, a equipe. É importante
mostrar para as pessoas que a união, a parceria
com o terceiro, faz parte do processo, é isso
que faz cada vez crescer e solidificar mais o
trabalho”, declara Dimas Bonafé da CSN.
Como nas edições anteriores, a Banca julgadora
do IV Prêmio ABML de Logística foi composta
por quatro professores universitários ligados
à logística: Ofélia Lanna Torres–FGV; Hugo Yoshizaki
– USP; Paulo Fleury – Coppead/UFRJ; e Reinaldo
Morabito – Ufscar. A ABML não aceita patrocinadores
para o prêmio.
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